
Meu nome é Larissa Habib Bourguignon Oliveira, tenho 19 anos e nasci em Bebedouro, interior paulista.
Desde pequena sempre gostei de praticar esporte e de música. Fiz aulas de tênis, basquete, vôlei, handball, futebol, tênis de mesa, natação, jazz, ballet, teatro, bateria, violão, piano e canto. Gosto ainda de tocar violão e cantar, vou à academia e faço aula de pilates e alongamento.
Já viajei para a Disney, nos EUA, mas dentro do Brasil sempre visitei muitos lugares, menos a região Norte e Sul que pretendo conhecer.
Me formei em Inglês e estudei Espanhol por quatro anos.
Sou bem extrovertida e comunicativa quando quero e gosto muito de cozinhar e ir ao cinema, principalmente com meu namorado.
Metamorfoses ambulantes
Quando ouvimos ou vimos algo que não nos é comum, algo inovador, fora dos padrões, normalmente nos lembramos por um bom tempo. Essa lembrança na mente das pessoas é tão importante que, à medida que ela vai sendo gerada, pode se tornar um “mito”. Mitos são discursos cristalizados ao longo do tempo, que não são a representação verdadeira da realidade, porém a influencia fortemente no dia a dia das pessoas.
O que um publicitário mais almeja nos seus trabalhos? Obviamente, que seu produto seja lembrado. Mas não basta ser lembrado uma ou duas vezes. Ele tem de ser profundamente cravado no inconsciente do indivíduo, de tal maneira que, ao passar na rua e ver algo relacionado ao produto (o mesmo sobre o qual o publicitário gerou a propaganda), a imagem e a idéia do mesmo sejam predominantes no pensamento do mesmo.
O jeito que está sendo utilizado nesses últimos anos para impactar os consumidores e fazer crescer as vendas se direciona para a inovação sem barreiras da publicidade. Os profissionais estão confiando mais em suas intuições do que em formulas e pesquisas. Sábios caminhos, mas há de ter cautela na tomada de decisões com a maneira como vão passar essas novas criações.
Os seres vivos são movidos pelo desafio. Seja no trabalho, na vida amorosa, no jeito de lidar com as pessoas ou mesmo na sobrevivência da vida. Por isso, podemos supor que não seria diferente nas propagandas as quais são passadas incansavelmente todos os dias para o mundo inteiro. Para manter esse desafio vivo no mercado publicitário, os criadores não devem mais seguir os antigos padrões quadrados do óbvio. Eles tem de fazer anúncios, cartazes, banners, jingles, ou seja o que for de maneira mais criativa o possível, justamente pelo fato do mercado estar muito mais competitivo que anos atrás, e com um tom de diferencial dos outros comuns, dos banalizados.
O desafio acaba por ser mesmo do publicitário, pois mesmo sabendo que ele deve inovar e criar algo fora do comum, é difícil a tarefa de se manter “na linha” com tantas leis judiciárias, com tantas questões morais de ética no mundo atualmente.
Porém, nada é impossível. Anos atrás, na década de oitenta, com o surgimento da grande ascensão das agencias de publicidade juntamente com o amplo mercado de produtos, uma empresa (Pagano Schenck & Kay) se destacou com o seguinte pensamento: “Você pode criar grandes trabalhos isolando um só e atrativo ponto, e você pode dar a ele uma ressonância emocional colocando imagens e palavras juntas de formas inesperadas. A propaganda conceitual reformulou totalmente o modo de nós pensarmos sobre propaganda, tanto para consumidores como para criadores.” Ela se baseou na campanha criada pela DDB em 1960 para a Volkswagen, que lançou uma revolução no mundo da propaganda. Os anúncios não provocaram uma corrida aos revendedores, mas mudaram o ponto de vista sobre o pequeno carro e até sobre todos os carros. Essa foi a revolução de Bill Bernbach, um poderoso publicitário que arriscou optar pela inovação à redundância que imperava nas propagandas da época. Antes da Revolução Criativa de Bill, os anúncios eram primariamente povoados por agradáveis personagens e símbolos. Depois, começaram a ter mais desafios e muito mais genialidade. Então, praticamente todos os criadores perceberam que esse era o caminho certo para o sucesso.
Estava nascendo a nova era da criação, a nova era do Marketing. Nos últimos anos, as práticas de invenções e de negociações tiveram que ser repensadas. Um bom exemplo de replanejamento nas idéias e estruturas dos negócios aconteceu em 2003, com o manifesto de Steve Heyer em seu plano global da Coca-Cola. Steve propôs em uma conferência a união das empresas Madison + Vine (Madison e Vine referem-se, respectivamente, à região onde há grande concentração de agências de publicidade em Nova York, e à região de grande produção cinematográfica na Califórnia.), defendendo que sua inovação seria ligada à colaboração mútua dos parceiros do negócio. Sua teoria se baseava no rápido desenvolvimento econômico e social do mundo que exigia uma nova abordagem de como relacionar-se com o público e com os consumidores, e ainda englobava o cenário econômico em relação ao custo-benefício de mídia, o aumento dos custos de propriedade e patrocínio e a erosão dos mercados de massa. Steve alegava que, se as empresas trabalhassem juntas, cada qual fazendo o seu melhor, poderiam criar mais valor aos seus produtos tanto para o público em geral quanto para seus clientes, e que em uma economia de empresas, as idéias, os conceitos e a imagens são os itens de real valor. Ele fortalecia sua defesa e argumentos no fato de gerenciar melhor a qualidade dos seus relacionamentos com os consumidores. Realizava então, negócios com uma visão em longo prazo, priorizando o seu consumidor e trabalhando, sem ser percebido, o capital emocional dele (já que pessoas não gostam de saber quando estão sendo manipuladas). Com suas palavras durante a conferência: “Nesse novo mundo de marketing nós precisamos olhar uns para os outros, não em termos de quanto podemos pagar, mas em termos do quê nós podemos fazer juntos. Como nós podemos trocar valor para criar valor.”, Steve se revelou um vanguardista na área da comunicação integrada e inovadoramente planejada. Hoje, essa combinação de Madison + Vine deu tão certa que, pela internet podemos acompanhar todas as notícias de cinema relacionadas ao mercado publicitário, desde filmes antigos até os últimos lançamentos do mercado cinematográfico. Tudo isso nos mostra que, com a colaboração exata e as idéias certas, negócios de ramos diferentes podem relacionar-se para ambos serem beneficiados de alguma maneira.
Atualmente, as grandes agências enfrentam a concorrência de uma multidão de rivais novas e modernas. Essas novas agências utilizam seus nomes "amalucados" - como 180, Amalgamated, Mother, Nitro, Soul, StrawberryFrog, Taxi e Zig - como instrumentos de "branding", para assinalar que não pretendem fazer "business as usual". Todos os profissionais estão se empenhando para dar o seu melhor no sentido de inovar e impactar o público. Linda Kaplan Thaler, do grupo Kaplan Thaler diz o seguinte: "Antigamente, criatividade era "pense dentro da caixa". Depois passou a ser "pense fora da caixa". Agora não existe mais caixa". Ela sabe que as firmas de publicidade estão mais ansiosas do que nunca para agradar, e que o mundo da publicidade vira de cabeça para baixo quando são os anunciantes, e não as agências, que começam a pedir mudanças. Mas quem quiser continuar nesse ramo, sendo publicitário ou marqueteiro, deve saber que o futuro lançará cada vez mais desafios, e eles tem de ser cumpridos com toda a carga criativa e inovadora possível para serem alcançados e bem realizados.
A agência nova-iorquina Anomaly sabe bem como lidar com essas mudanças, pois faz parte de várias agências novas e menores que começaram a capitalizar sobre o desejo dos marqueteiros de trabalhar de maneira diferente, e a incapacidade de muitas agências maiores de fazê-lo. "Está quase sendo aceito como fato consumado que o modelo está quebrado e que é chegada a hora de encontrarmos uma nova abordagem", disse Carl Johnson, há anos executivo em agências de publicidade tradicionais como a TBWA Worldwide.“Anomaly” é uma resposta ao reconhecimento generalizado da indústria - se relacionados com o desenvolvimento de novos produtos e marketing ou de conteúdo e entretenimento de que "os modelos são todos quebrados" e "as soluções tradicionais são cada vez menos eficaz." Desde o início da companhia, perceberam intuitivamente que, para ter sucesso, precisaria criar uma entidade que foi, literalmente, uma "anomalia", algo que se desvia da norma ou das expectativas.
Por fim, as agências que estão atualizadas estão se diversificando, formando unidades para especializar-se em tarefas não tradicionais. O mundo precisa estar sempre se renovando e para isso novas idéias precisam surgir ou quem sabe apenas algumas percepções devem ser alteradas. Podemos observar grandes mudanças na forma como as agências estão tratando seus clientes, elevando-o como personagem principal e que necessita de atenção.
Até hoje, e cada vez mais, os profissionais lutam entre si para ver quem tem a melhor idéia, quem revoluciona em meio a tantos artifícios sabiamente plagiados nesse conturbado mercado competitivo. Destaca se quem entende que é complexa a rede de sentimentos e químicas os quais formam o ser humano e seus pensamentos, e quem torna mais movimentada e atrativa a vida do outro pelo simples fato de comover, divertir ou mesmo desafiar. Quem fica parado, acaba se tornando ultrapassado. Por isso, todos que trabalham no ramo da publicidade e do marketing devem se atualizar constantemente e acompanhar as tendências do mundo moderno, o que significa: ser uma metamorfose ambulante.
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